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E o jornal, vai acabar? Vai e não vai

jornal A descentralização da informação é uma das grandes conquistas desse século. Para leitores e jornalistas, a possibilidade de ir além, via ferramentas digitais, expande a maneira de se buscar e fazer notícia.

Por Nara Franco

Do jeito como o conhecemos, sim. Os mais puristas estão arrepiados e insones com esse tal de conteúdo participativo e – cruzes! – com o “jornalismo cidadão”. Mas o que fazer diante de mais uma revolução que, ao que tudo indica, já chegou e veio para ficar? Grudar a cabeça ao muro das lamentações e permanecer no tempo que passou ou (re)pensar o que pode ou não mudar com os novos modelos de comunicação?

A democratização da informação e dos acessos a ela torna tudo mais difícil? Impossível? Inviável? Ou torna tudo mais concorrido? Talvez seja a temida “concorrência” o verdadeiro bicho-papão dessa história. Levando-se em consideração as características da mídia brasileira, nada mais lógico que temer a avalanche de fontes de informação surgidas com a internet. Como diz Caetano Veloso, quem lê tanta notícia?

A imprensa tem medo da internet. Usa com cerimônia, meio sem graça, meio sem jeito. Enquanto empresas integram suas áreas de marketing on e offline, os meios de comunicação não inovam. Embarcam nas ferramentas quando essas se tornam modismos e as utilizam sem estratégia e, muitas vezes, sem discernimento.

Nas TVs, inserções de vídeos do YouTube, por exemplo, só acontecem na exploração do que a ferramenta tem de bizarra e pitoresca. E no melhor estilo Adam Smith, as mídias sociais gritam: deixa estar que vamos criar. Estimulem, incitem, provoquem. Vide o sucesso de Barack Obama. Seu pôster de campanha, hoje exposto em museu, foi “presente” de um artista-eleitor. Assim como seu hit de campanha no YouTube, “Yes we can”.

Se a palavra de ordem é participação, sabendo usar, que mal fará? Temer o inevitável é ficar parado diante da verdadeira tsunami que se forma. A onda é forte – e acreditem – vai mudar padrões e conceitos. O leitor não é e nunca mais será passivo. E fingir que nada está acontecendo como se a internet fosse ainda biscoito fino para poucos é nadar contra a maré.

A classe C e D avança a passos largos na rede, o presidente Lula adere ao blog (quer sinal de maior popularidade? Ele é o cara, lembram-se?) e computadores vendem mais que TVs. Sem falar no predomínio brasileiro no Orkut e agora no Facebook.

O jornal, o telejornal, o rádio e a revista nunca perderão espaço e relevância. Mas têm de se adaptar a uma realidade diversa e dinâmica; a uma geração – que os americanos chamam de Y – que forma opinião das mais diferentes maneiras. Uma geração que faz do celular quase um computador portátil; que cria celebridades; que usa a rede para reclamar, ironizar, elogiar, ridicularizar. Tanto na esfera pública, quanto na privada, devemos estar atentos ao que se diz na web. Porque não há barreiras e, muito menos, fronteiras.

A descentralização da informação é uma das grandes conquistas desse século. Para leitores e jornalistas, a possibilidade de ir além, via ferramentas digitais, expande a maneira de se buscar e fazer notícia.

Assim como a TV não matou o rádio e o cinema, a internet nunca matará o velho jornal, aquela revista ou hábito de ver o jogo de futebol com o ouvido grudado na radinho. Mas é preciso integrar, interagir, abraçar uma mídia a outra tirando de cada uma o que de melhor elas têm a oferecer.

O dever de casa pode começar nas escolas de comunicação, que formam profissionais para um mercado que não existe mais. Redefinir modelos, se aproximar do mercado de trabalho e não tratá-lo mais como um vilão, pode ser o primeiro passo.

 
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Publicado por em 07/08/2009 em Tecnologia

 

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Gestão da informação X Gestão do conhecimento

Gestão do ConhecimentoNesta terça-feira, na aula inicial da disciplina de Gestão de Informação, discutimos sobre os conceitos de gestão da informação (GI). Conceito que para muitos se confunde com a gestão do conhecimento (GC).

Aí lembrei-me que já havia escrito algo sobre isso no ano passado, no blog colaborativo que fiz com o Gian durante nossa participação no GeCIC, o Knowtec no GeCIC.

Então descrevo, aqui também, algumas diferenças entre a GI e a GC que foram apresentadas pelo Roberto Miranda durante o evento.

GI: foco no registro e processamento da informação explícita.
GC: foco na captura de informação tácita

GI: informação  de diversas fontes e organiza em sistemas de bancos de dados.
GC: obtém informação de uma fonte e promove sua reutilização em outras situações.

GI: desenhado para armazenamento e controle centralizado da informação.
GC: desenhado para armazenamento, controle compartilhado da informação e conhecimento.

GI: produtividade por eficiência.
GC: produtividade pela inovação.

GI: atende mudanças mais lentas e previsíveis.
GC: atende mudanças rápidas e inesperadas.

Gestão da Informação Gestão do Conhecimento
Objeto Conceito
Explícito Tácito
Informação Pessoas
Processos Relações
Operações Inovações
Sistemas Organizações

Família da Gestão:
Pai – Gestão de dados
Filho 1 – Gestão da informação
Filho 2 – Gestão de conteúdo
Neto – Gestão do conhecimento
Primo – Gestão de aprendizado

 

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Censura de informação X Seleção de Informação

Censorship Semana passada discutimos em sala de aula, na disciplina de Gestão de Estoques Informacionais, um assunto um tanto quanto polêmico, eu diria: censura da informação e a seleção de informação.

Quando saber se estamos selecionando corretamente as informações para nossos usuários e não os privando de informações, talvez, pertinentes? Qual o ponto onde termina um e começa o outro? Afinal, quando você seleciona informações para o seu usuário, ao descartar algumas julgando não relevante/pertinente não estaremos omitindo uma outra face da informação?

Foram levantados alguns pontos importante na hora de realizar a selação de informações/materiais como: imparcialidade, convicções e tabus sociais. Porém eu me pergunto, por mais que as pessoas queiram ser imparciais nesse momento, como não impor suas preferências e convicções num momento como esse?

Pensemos: a pessoa responsável pelas compras de determinada empresa vai realizar a compra de livros solicitados pelos demais colaboradores. Ele possui uma  verba X para essa compra. Após “pegar” todas as obras que lhe foram solicitadas com urgência ainda sobrou um dinheiro. Ele pode optar por aquele livro que ele tanto queria e um que foi solicitado por outro colaborador, ambos na lista de espera. Provavelmente qual será o comprado? Imparcialidade

Outro caso: um aluno de ensino fundamental precisa fazer uma pesquisa sobre religião. Como é a primeira vez que ele vai a uma biblioteca pede ajuda a bibliotecária que vê. O que ela provavelmete entregará ao menino? Convicções

Último ponto: porquê não existe (se existe nunca ouvi falar) em nossos livros didáticos assuntos como: homossexualismo, preconceitos racial, econômico e social e violência doméstica? Tabus

Se você estivesse em algum desse casos o que você faria? Compraria o livro que tanto quer? Daria ao aluno livros somente sobre o catolicismo? Publicaria um livro didático de educação sexual abordando o homossexualismo?

Selecionaria livros / informações para seus usuários sendo imparcial, ignorando suas convicções e “não lingado” para os tabus? Nos dois últimos casos, você não se importaria se seu filho(a) chegasse em casa com algum livro contra suas convicções e “assuntos desagradáveis”?

Nossa, mas quanta pergunta! Pois é, foi mais ou menos assim que eu saí da sala de aula. Tentando imaginar o que eu faria em algum desse casos!

Mas esse assunto não fica por aqui! Ainda falarei um pouco mais sobre censura de informação e a tal Lei de Informação que o governo está criando e querendo aprovar.

 
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Publicado por em 03/02/2009 em Biblioteconomia

 

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Surfando nas ondas da internet

chuva01zr5
Ontem estava surfando pela internet e achei algo muito interessante, que considerei importante repassar para vocês.

A diferença entre dado, informação, conhecimento e sabedoria. Normalmente falam da diferença entre eles deixando a sabedoria de fora, por isso compartilho essas palavras do Prof. Nepomuceno.

Dado, informação, conhecimento e sabedoria

 
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Publicado por em 01/15/2009 em Biblioteconomia

 

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