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Publicidade online se torna mais pessoal

Hoje li mais uma matéria interessante sobre os “robôs” que nos rastreiam na internet.

Stephanie Clifford – O Estado de São Paulo 

Por causa da web, as empresas têm cada vez mais acesso a dados para montar o perfil dos consumidores

Apesar de toda preocupação e alvoroço sobre a privacidade online, vendedores de anúncios e empresas de dados sabem cada vez mais sobre a vida offline do consumidor, como a sua renda, situação de crédito, se é proprietário de imóvel, até a marca do carro que possui e se tem licença para caçar. Recentemente, algumas dessas empresas começaram a associar esse grande volume de informações aos dispositivos de navegação dos consumidores na internet.

Isso resultou numa enorme mudança na relação dos consumidores com a internet. Cada vez mais, não só as pessoas vão ver uma publicidade direcionada, mas também versões diferentes de websites e irão até receber ofertas de desconto quando fizerem suas compras – tudo isso baseado nas informações sobre seu histórico. Duas mulheres em escritórios vizinhos podem ir ao mesmo website de cosméticos, mas uma poderá ver um perfume Missoni de US$ 300, a outra apenas um batom de US$ 2.

A tecnologia que faz essa conexão não é nova – trata-se de um minúscula peça do código de programação do computador chamada cookie, instalada no disco rígido da máquina. Mas a informação que ela contém é coisa nova. E ela é obtida de maneira invisível.

Agora, você está navegando na internet com um ?cookie? que vai indicar que tipo de consumidor você é: seu grupo de idade, nível de renda, se é urbano ou rural, se tem crianças em casa, diz Trey Barrett, líder de produto na Acxiom, uma das empresas que estão oferecendo essa conexão para os vendedores.

Anunciantes e vendedores dizem que esse detalhe é muito útil, pois acaba com o trabalho de se ficar conjecturando sobre o perfil de um consumidor online, para mostrar os produtos aos consumidores que, com mais probabilidade, vão se interessar por eles. Empresas varejistas que vendem online, como Gap e Victoria?s Street, já estão usando essa tática.

Mas, para os órgãos de defesa do consumidor, esse rastreamento invisível é preocupante. Na velha internet, ninguém sabia se você era um cão, mas na internet direcionada, as pessoas sabem agora que tipo de cão você é, sua cor favorita de guia, a última vez que teve pulgas e a data em que foi castrado.

Com esse romance do setor com esses ?cookies?, é praticamente impossível para o usuário estar online sem ser rastreado e tendo seu perfil traçado, diz Marc Rotenberg, diretor executivo do Electronic Piracy Information Center.

Embora o Congresso americano tenha realizado algumas audiências para discutir a privacidade online, as audiências se concentraram no enfoque comportamental online. Segundo o setor, a intervenção do governo é desnecessária, argumento que a Comissão Federal de Comércio tem aceito até agora.

O consumidor pode evitar ser rastreado removendo os cookies dos seus computadores ou programando seus navegadores para não os aceitarem. Mas poucos fazem isso e, de acordo com os órgãos de defesa, é fácil para as empresas inserirem os cookies sem que os usuários percebam.

Há décadas, empresas de dados como Experian e Acxiom vêm compilando grandes quantidades de informações de cada americano; a Acxiom estima que possui 1,5 mil dados de cada americano, com base em informações de documentos de identidade, certidões de nascimento e casamento, assinaturas de revistas, e até o registro de cães no American Kennel Club.

Para os vendedores, todos esses dados são uma bênção. É um pequeno Big Brother, disse Betsy Coggswell, 49 anos, assistente social em Fullerton, Califórnia, que costuma comprar regularmente online. Mas ela não se diz chocada com o fato. Cada vez que você fornece informações pessoais suas, elas vão ser coletadas por alguém.

Mas, de acordo com Paul M. Schwartz, professor de Direito e especialista em questões de privacidade, a participação involuntária dos consumidores torna o marketing online diferente do offline. A mídia interativa na verdade entra no assustador mundo Orwelliano, em que se faz um registro do nosso pensamento para saber que decisão adotar.

 
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Publicado por em 08/03/2009 em Tecnologia

 

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Sete maneiras de criar uma boa rede de relacionamentos

Computerword-USA – CIO Updat

Autora de um livro sobre como os profissionais introvertidos podem progredir no ambiente profissional, Naomi Karten dá dicas de qual o caminho para construir o networking

Muita gente sente um certo nervosismo quando precisa abordar outra pessoa ou ser apresentado a alguém importante. Mas para quem é naturalmente tímido, introvertido, ou ambos, fazer o chamado networking (estabelecer uma rede de contatos) profissional pode ser tão difícil quanto completar uma maratona.

Segundo a autora do livro How to Survive, Excel and Advance as an Introvert (Como Sobreviver, Destacar-se e Progredir sendo um Introvertido), Naomi Karten, os introvertidos são menos propensos a iniciar uma conversa. Isso pode ser uma desvantagem significativa no mundo corporativo, em que o sucesso na carreira depende da construção de relacionamentos sólidos.

Mas é possível aprender a fazer networking? Sim, de acordo com Karten, que dá sete dicas de como criar uma rede de contatos.

1- Desenvolva a ideia certa
O gerente de operações espaciais da norte-americana United Space Alliance, que presta serviços para a Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), Keith Chuvala, não gosta do termo networking. Para ele, a melhor definição é construir relacionamentos. Pensando dessa forma, ele torna a tarefa mais natural e humana.

2 – Defina objetivos
Os mentores de carreira costumam mencionar a rede de relacionamentos como um caminho-chave para conseguir um novo emprego. Mas essa rede é importante também dentro da companhia. Para levar seus projetos adiante ou avançar com idiias, o profissional pode precisar de aliados ou até mesmo de segundas opiniões para questões mais específicas. Para chegar a esse ponto, uma boa estratégia é criar uma lista do que se almeja alcançar. Isso não só dá as bases para a criação de bons relacionamentos, como também motiva o profissional.

3 – Tire proveito de sua zona de conforto
O chefe de tecnologia da empresa norte-americana de direito Fenwick & West LLP, Matthew Kessner, sente-se à vontade para falar com centenas de pessoas e com grupos pequenos. Mas, curiosamente, acha assustador o meio-termo, como coquetéis. Para melhorar sua rede de relacionamentos, ele aprendeu a tirar o melhor proveito das situações confortáveis.

Conversar com multidões não constrói relacionamentos pessoais, mas ele aproveita a ocasião para falar cara-a-cara depois das apresentações. O profissional deve observar seu próprio comportamento para entender o que funciona mais para ele.

4 – Saiba mapear as oportunidades de relacionamentoUm bom começo pode ser criar uma agenda de compromissos em associações de classe, nas quais o profissional pode apresentar-se e travar conversas. Mas é importante não ficar limitado a esses eventos. De acordo com um executivo da empresa de recrutamento The PacheraGroup, baseada na Califórnia, é importante sempre ir aos locais onde o profissional será visto e reconhecido.

5 – Maximize as ferramentas de sua rede social
É interessante maximizar conexões de suas redes, como Facebook, LinkedIn, Twitter, Plaxo e CW Connect. Em todos, há grupos que estão ligados aos seus interesses, pessoais e profissionais. Pode ser a porta de entrada para novas oportunidades..

6 – Ofereça algo quando travar contatos
Para o CEO da desenvolvedora de sistemas Precision Quality Software, Andre Gous, é importante acrescentar valor cada vez que estabelecer um novo contato. “Pense sempre: o que posso oferecer?”, afirma. “Nem sempre é confortável para o outro mostrar o que quer”, diz.

7 – Comprometa seu tempo
Profissionais introvertidos estão acostumados a deixarem oportunidades de relacionamento passarem. Uma maneira de evitar que isso aconteça é comprometer o tempo e marcar encontros durante cafés da manhã ou almoços. Essa prática, quando incluída na rotina diária de negócios do profissional, torna mais fácil a criação de uma rede de relacionamentos e o desempenho social.

 
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Publicado por em 07/31/2009 em Carreira

 

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Novos sistemas dissecam perfil dos usuários da web

Stephen Baker, BusinessWeek, de Nova York – Valor Econômico
(Tradução de Mário Zamarian) Copyright© 2009 The McGraw-Hill Companies Inc.

privacidadeOcasionalmente, os surfistas da internet se deparam com sugestões nas telas de seus computadores que os levam a se perguntar: como eles sabem isso a meu respeito? Esse momento pode ser mágico e um pouco assustador.

Veja só este exemplo. Uma usuária do site FigLeaves.com, de vendas a varejo, se depara com um delicado par de chinelos femininos. Em seguida, surge uma recomendação para um roupão de banho masculino. Isso poderia parecer terrivelmente errado – a menos, é claro, que fosse exatamente isso que a usuária estivesse procurando. Esse tipo de conexão surpreendente vai acontecer com maior frequência à medida que os comerciantes eletrônicos adotarem uma nova geração de tecnologia preditiva. Ela é alimentada por fluxos crescentes de dados comportamentais, de cliques de mouse e pesquisas de busca – tudo mastigado por computadores cada vez mais poderosos.

Por que o roupão de banho? A ATG, uma companhia de softwares de e-commerce de Cambridge (Massachusetts) que comprime dados para o FigLeaves, constatou que em certos momentos da semana, certos tipos de consumidoras costumam fazer compras para homens. Assim como todas as recomendações da internet, esta estará errada em boa parte das vezes. Mas à medida que os comerciantes investigam mais atentamente os consumidores, eles estão chegando mais perto de seu objetivo final: ensinar os computadores a misturarem dados com algo parecido com a astúcia de um vendedor de carne e osso. "Nos primeiros cinco minutos em uma loja, o vendedor observa a linguagem corporal do cliente e seu tom de voz", diz Mark A. Nagaitis, executivo-chefe da 7 Billion People, uma companhia iniciante de Austin, no Texas, que compete com a ATG. "Precisamos ensinar as máquinas a ter esse mesmo discernimento a partir dos movimentos on-line."

Essa dissecação das compras on-line acontece em meio a temores crescentes de invasão de privacidade on-line. Mas ao contrário das tecnologias de propaganda mais controvertidas, que monitoram as perambulações dos surfistas da internet de site em site, muitos desses métodos de "previsão de preferências" limitam suas investigações ao comportamento do consumidor na página de um grupo varejista na internet. Grande parte das análises olham simplesmente para os padrões de cliques, compras e outras variáveis, sem incluir informações pessoais sobre o comprador. Na maioria dos casos, os detalhes pessoais são incorporados apenas quando os clientes se registram em sites como o Amazon.com e o Wal-Mart.com, fornecendo essas informações.

Nos primeiros dias do comércio eletrônico, a maioria das análises se concentrava em padrões de compra simples entre os consumidores. A Amazon e outras introduziram a chamada filtragem colaborativa no fim da década de 90. Elas constataram, sem provocar surpresa em ninguém, que as pessoas que compravam um mesmo livro provavelmente compartilhavam os mesmos interesses por outros livros.

Agora, essa ciência está ficando bem mais sofisticada. Três anos atrás, a Netflix, a potência das locações de vídeos, ofereceu um prêmio de US$ 1 milhão para quem conseguisse recolher dados de milhões de usuários anônimos e melhorar em 10% as previsões da Netflix sobre quais filmes os clientes gostariam de ter à disposição. No mês passado, uma equipe internacional de cientistas da computação atingiu esse objetivo com a introdução de uma análise mais profunda. A equipe vencedora decompôs uma infinidade de detalhes em seu algoritmo. Ele tenta, por exemplo, compensar a mudança de sentimentos dos apreciadores de filmes ao longo do tempo. Se uma pessoa que faz resenhas critica uma série de filmes em sequência, será que eles são realmente horríveis? O algoritmo pode levar essas avaliações com um certo ceticismo matemático.

Introduzir esse nível de complexidade em um cálculo exige uma capacitação informática que até recentemente estava além do alcance da maior parte das companhias. "O que fazemos hoje seria impossível nas máquinas que tínhamos em 1999", afirma Bruce D’Ambrosio, vice-presidente e principal arquiteto da ATG. Ele diz que sua companhia está processando volumes cada vez maiores de dados enquanto tenta mapear os caminhos mais prováveis para cada comprador em um site.

A ATG quantifica a colcha de retalhos das relações entre todos os itens das lojas frequentadas por seus clientes, sejam elas uma Tommy Hilfiger ou uma Body Shop International. Ela analisa que tipo de cliente compra determinados produtos ou o que eles podem estar procurando. Isso se soma a centenas de bilhões de relacionamentos. Mas é por meio dessa análise que a ATG encontra conexões como a existente entre os chinelos femininos e os roupões de banho masculinos. A ATG também estuda as mudanças de comportamento dos usuários da internet ao longo do tempo. D’Ambrosio diz que os consumidores tendem a ter pressa quando estão saindo do trabalho e têm mais tempo de lazer nos fins de semana. Então, o site se ajusta aos ritmos desses consumidores, levando-os a um passeio tranquilo em uma tarde de sábado, empurrando-os para o "pagamento no caixa" na manhã de segunda-feira.

Os algoritmos usados pela 7 Billion People tentam copiar o laço humano de realimentação registrado em uma loja de tijolos e cimento. Enquanto um vendedor pode perceber que um comprador está com pressa, o site da internet precisa perceber isso por meio de outros sinais, como os cliques velozes no mouse. O truque, então, diz o executivo-chefe Nagaitis, é ajustar o site aos clientes. Aqueles que flertam com as resenhas e produtos relacionados, tendem a se ver transportados para páginas da internet com mais funções a serem exploradas. Os compradores com maior probabilidade de serem influenciados por demonstrações, por exemplo, podem achar vídeos demonstrativos.

Esses ajustes podem se mostrar bastante valiosos, segundo alguns clientes. Doug Scott, que comanda a estratégia de internet da ASAP Ventures, uma incubadora de e-commerce do Reino Unido, diz que costumava ajustar os sites que controlava aos seus gostos particulares, com muitos detalhes e opções de escolha. Mas depois de realizar testes com a 7 Billion People, Scott descobriu que apenas cerca de um terço de seus usuários compartilhava de seus gostos. Os outros queriam ler testemunhos ou simplesmente andar logo. "Poderíamos fazer um ajuste fino para aquele um terço, mas aí deixaríamos os outros dois terços irritados", diz ele. O ajuste aos diferentes tipos, com base no comportamento, aumentou a conversão dos visitantes do site a compradores em 30% a 50%.

Outra concorrente da ATG, a richrelevance de San Francisco, está "tirando o pó" de algoritmos teóricos de antes da era da informática para descobrir se eles podem ser usados para prever o comportamento dos clientes. "Se alguém está à procura de um computador da Dell no Wal-Mart", diz o executivo-chefe David Selinger, " é mais provável que ele esteja à procura de um PC mais caro, um mais barato, ou uma garantia?" Bem, a resposta depende do indivíduo, da hora do dia e algumas centenas de outras variáveis.

 
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Publicado por em 07/21/2009 em Tecnologia

 

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E o jornal, vai acabar? Vai e não vai

jornal A descentralização da informação é uma das grandes conquistas desse século. Para leitores e jornalistas, a possibilidade de ir além, via ferramentas digitais, expande a maneira de se buscar e fazer notícia.

Por Nara Franco

Do jeito como o conhecemos, sim. Os mais puristas estão arrepiados e insones com esse tal de conteúdo participativo e – cruzes! – com o “jornalismo cidadão”. Mas o que fazer diante de mais uma revolução que, ao que tudo indica, já chegou e veio para ficar? Grudar a cabeça ao muro das lamentações e permanecer no tempo que passou ou (re)pensar o que pode ou não mudar com os novos modelos de comunicação?

A democratização da informação e dos acessos a ela torna tudo mais difícil? Impossível? Inviável? Ou torna tudo mais concorrido? Talvez seja a temida “concorrência” o verdadeiro bicho-papão dessa história. Levando-se em consideração as características da mídia brasileira, nada mais lógico que temer a avalanche de fontes de informação surgidas com a internet. Como diz Caetano Veloso, quem lê tanta notícia?

A imprensa tem medo da internet. Usa com cerimônia, meio sem graça, meio sem jeito. Enquanto empresas integram suas áreas de marketing on e offline, os meios de comunicação não inovam. Embarcam nas ferramentas quando essas se tornam modismos e as utilizam sem estratégia e, muitas vezes, sem discernimento.

Nas TVs, inserções de vídeos do YouTube, por exemplo, só acontecem na exploração do que a ferramenta tem de bizarra e pitoresca. E no melhor estilo Adam Smith, as mídias sociais gritam: deixa estar que vamos criar. Estimulem, incitem, provoquem. Vide o sucesso de Barack Obama. Seu pôster de campanha, hoje exposto em museu, foi “presente” de um artista-eleitor. Assim como seu hit de campanha no YouTube, “Yes we can”.

Se a palavra de ordem é participação, sabendo usar, que mal fará? Temer o inevitável é ficar parado diante da verdadeira tsunami que se forma. A onda é forte – e acreditem – vai mudar padrões e conceitos. O leitor não é e nunca mais será passivo. E fingir que nada está acontecendo como se a internet fosse ainda biscoito fino para poucos é nadar contra a maré.

A classe C e D avança a passos largos na rede, o presidente Lula adere ao blog (quer sinal de maior popularidade? Ele é o cara, lembram-se?) e computadores vendem mais que TVs. Sem falar no predomínio brasileiro no Orkut e agora no Facebook.

O jornal, o telejornal, o rádio e a revista nunca perderão espaço e relevância. Mas têm de se adaptar a uma realidade diversa e dinâmica; a uma geração – que os americanos chamam de Y – que forma opinião das mais diferentes maneiras. Uma geração que faz do celular quase um computador portátil; que cria celebridades; que usa a rede para reclamar, ironizar, elogiar, ridicularizar. Tanto na esfera pública, quanto na privada, devemos estar atentos ao que se diz na web. Porque não há barreiras e, muito menos, fronteiras.

A descentralização da informação é uma das grandes conquistas desse século. Para leitores e jornalistas, a possibilidade de ir além, via ferramentas digitais, expande a maneira de se buscar e fazer notícia.

Assim como a TV não matou o rádio e o cinema, a internet nunca matará o velho jornal, aquela revista ou hábito de ver o jogo de futebol com o ouvido grudado na radinho. Mas é preciso integrar, interagir, abraçar uma mídia a outra tirando de cada uma o que de melhor elas têm a oferecer.

O dever de casa pode começar nas escolas de comunicação, que formam profissionais para um mercado que não existe mais. Redefinir modelos, se aproximar do mercado de trabalho e não tratá-lo mais como um vilão, pode ser o primeiro passo.

 
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Publicado por em 07/08/2009 em Tecnologia

 

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Não sou, gostaria de ser, mas arrisco ser

Meu amigo Gian me convidou para participar de uma brincadeira: dizer cinco coisas que não sou, gostaria de ser e me arrisco a ser. Então lá vai:

  1. Artista: sempre fui encantada pelo mundo artístico, ser atriz, cantora ou dançarina são três coisas com as quais sempre sonhei. Cantar eu não levo o menor jeito, mas ousso muuito música e canto no chuveiro, no carro, na moto… em locais em que estou só e ninguém (ou quase ninguém pode me ouvir). Atriz eu me arrisquei uma vez numa peça de teatro na igreja (como contei na outra brincadeira) e se tivesse coragem me dedicava a essa carreira. Dançarina já fui, dançava no grupo de Jazz do IEE e fiz duas apresentações de final de ano, uma no ginásio do IEE e outra no CIC. Até hoje arrisco uns pacinhos, mas abandonei essa vida também.
  2. Mais saudável: queria tanto gostar de comer legumes e vegetais, menos batata frita e McDonalds, e praticar mais esportes.
  3. Estudiosa: estudo as coisas que gosto, mas só essas nem sempre nos são suficientes para alcançar tudo que queremos.
  4. Econômica: como eu gostaria de ser mais controlada com meu dinheiro e economizar para fazer tudo que tenho vontade. Às vezes eu tento guardar dinheiro, mas não dura muito, no mês seguinte sempre acho algo importante para comprar.
  5. Poliglota: falo, leio, escrevo e compreendo o português, só! Comecei curso de inglês esse semestre e pretendo aprender espanhol, alemão e russo.

Bom, de mim era isso. Danto prosseguimento as tradições das brincadeiras, convoco para participar: Paula, Robson, Karol, Rodrigo e Rafael.

 
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Publicado por em 07/06/2009 em Assuntos aleatórios

 

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Vivendo na wikinomics

As novas ferramentas de informação e comunicação criadas para a World Wide Web (WWW) colocam a disposição de seus usuários a possibilidade de compartilhar, colaborar, criar valor e competir. Isso faz com que as pessoas possam participar da inovação e da criação de riqueza em cada setor da economia. Esse novo modelo de inovação e criação de valor é chamado por peer production ou peering, que acontece quando grupos de pessoas e empresas colaboram de forma aberta para impulsionar a inovação e o crescimento de seus ramos.

Quer saber um pouco mais? Entre no De Cabeceira e confira.

 
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Publicado por em 05/21/2009 em Tecnologia

 

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Reconhecimento

Com certeza não há nada mais gratificante na vida profissional que o reconhecimento do trabalho, melhor ainda quando o reconhecimento vem do cliente. Saber que o seu trabalho é de extrema utidade e importância para alguém. Foi isso que aconteceu essa semana. Bom, mas do que eu estou falando especificamente né?

Todos vocês sabem que eu trabalho com pesquisadora na Knowtec, empresa de Inteligência Competitiva. Um de nossos projetos é o Sistema de Inteligência Setorial (SIS), vinculado ao Sebrae-SC. O Portal do SIS é nossa ferramenta de comunicação e de disseminação de informações estratégicas ao nosso usuário final, os empresários de quatro Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Santa Catarina – Calçados femininos, Móveis de madeira, Vestuário e Apicultura.

Foi exatamente desseje projeto que saiu um grande reconhecimento do trabalho da equipe de pesquisadoras e redatores, ao longo desses dois anos de SIS. Segue abaixo a notícia veiculada no Portal do SIS hoje:

Em tempo de crise, participante do SIS em Coronel Freitas lança novos produtos e aumenta faturamento
Autor: Talita GarciaSIS

“O SIS é uma das principais vantagens oferecidas pelo APL”, afirma dono da Industrial Buffon, que usou informações de relatório para tomar decisões que impulsionaram seu negócio.

Quando o micro empresário de móveis Etelmir Buffon pensou em fabricar um produto diferenciado em Coronel Freitas, no oeste de Santa Catarina – empolgado com as novidades que vira numa feira em São Paulo –  deparou-se com uma dificuldade que o deixou de mãos atadas por mais de três meses: falta de informação. O que Etelmir precisava era razoavelmente simples. Ele queria localizar o nome de alguns fornecedores de junco sintético – fibra que se mostra mais resistente que as naturais às ações do tempo e do clima, usada na confecção de móveis e também, por exemplo, em detalhes de objetos de decoração. “Aqui na nossa região não conheço ninguém que fabrica junco. Levei amostras que trouxe da feira até alguns fornecedores de matéria-prima e ninguém conhecia aquele produto. Cheguei a ligar para pessoas que produziam esse material, mas eles não vendiam para fábricas, apenas para seus próprios consumidores” – conta Buffon, que há dezesseis anos se dedica à produção de mobiliário. Em busca de respostas e na tentativa de solucionar o problema, o empresário viajou a Pinhalzinho, cidade próxima a São Miguel do Oeste, onde participou de uma reunião do APL local para apresentação do Sistema de Inteligência Competitiva Setorial (SIS) do Sebrae/SC. O termo “inteligência competitiva”, naquele momento, era novo para Buffon, mas ele percebeu ali a chance real de encontrar as informações que necessitava e que o possibilitariam, pouco tempo mais tarde, lançar em Coronel Freitas, em plena crise financeira, cadeiras e mesas com detalhes em junco, diferenciadas, inovadoras e competitivas – e lucrar com isso.

O aumento da competitividade dos empresários é um dos objetivos da equipe que comanda o SIS, lançado em 2007 e considerado neste ano um dos três melhores projetos de IC do país pela Associação Brasileira dos Analistas de Inteligência Competitiva (ABRAIC). Gestor estadual do projeto, Douglas Luís Três explica que o intuito do Sebrae/SC com esse trabalho é incentivar o uso da inteligência competitiva (IC) como um incremento inovador à gestão das micro e pequenas empresas inseridas nos APLs foco do projeto: Móveis de Madeira (Pinhalzinho), Mel (Videira), Calçados Femininos (São J. Batista) e Vestuários (Criciúma). “IC significa saber antes. Se sabe antes de fatores que podem influenciar seus negócios, o empresário se adianta à concorrência e conquista vantagens. Decide primeiro o que precisa fazer, porque tem informações tratadas e estratégicas para isso” – explica Douglas. Segundo ele, o SIS deve ser visto como um auxiliar para os empresários no processo decisório, fundamental para o sucesso de uma empresa. 

Tomar decisões foi o que fez Buffon depois da visita a Pinhalzinho. E ele não tomou apenas uma decisão, mas uma série delas. A primeira medida foi providenciar um cadastro no portal do SIS na internet e solicitar à equipe de pesquisadores e analistas do projeto um relatório particular (chamado, em linguagem técnica, de ad hoc), com os nomes de alguns estabelecimentos que vendessem a matéria-prima que ele queria, o junco sintético. “Em quinze dias eu recebi um documento com todas as informações que necessitava. Escolhi cinco fornecedores, solicitei amostras e optei por comprar o junco de um deles, do Rio de Janeiro. Depois disso, pude dar sequencia à fabricação dos produtos que eu queria fazer” – lembra o empresário. A Buffon Industrial Ltda. passou a produzir então duas novidades na região: cadeiras com encosto de junco sintético e mesas com acabamentos feitos em fibra, nas emendas entre os pés e a tampa superior. O empresário confeccionou o mostruário, levou protótipos para avaliação em lojas e lançou os produtos no mercado.

Para o empresário, a crise econômica tem impulsionado a procura, pelos donos de lojas, por produtos que chamem a atenção do público com algum diferencial. Com isso, os conjuntos de mesas e cadeiras que está vendendo aos lojistas têm aumentado o faturamento da sua empresa, que tem clientes em toda Santa Catarina, parte do Rio Grande do Sul e Sudoeste do Paraná. Hoje, segundo Buffon, 50% de tudo o que vende é confeccionado com junco. A outra metade do lucro vem dos estofados – que representavam antes quase o total de vendas da empresa.

Desafios e participação

O SIS é gratuito, usa ferramentas e tecnologia de ponta e já trouxe resultados e vantagens competitivas para diversos micro e pequenos empresários em Santa Catarina. Mesmo assim, a sensibilização de novos participantes e a conscientização de que o uso da IC precisa ser um processo continuo – e não esporádico – ainda é um desafio para quem está por trás de todo o processo de coleta, análise e disseminação de informações. Para o assessor de planejamento do Sebrae/SC, Marcondes da Silva Cândido, a principal tarefa pendente para a equipe do SIS é a incorporação definitiva da inteligência competitiva no cotidiano das empresas como instrumento essencial à tomada de decisão. “Uma única informação estratégica não garante o diferencial competitivo de uma empresa inovadora, que precisará usar continuamente a inteligência competitiva em sua gestão de negócios para ter sucesso”, diz Cândido. 

Dentre aqueles que já se deram conta da importância e do impacto que uma informação qualificada pode provocar, está Etelmir Buffon. “Considero o SIS uma das principais vantagens oferecidas pelo APL. Ainda podemos utilizá-lo muito mais, à medida em que solicitamos novas pesquisas”, diz o empresário de Coronel Freitas, que prepara o lançamento de outros produtos fabricados com junco sintético e ainda providenciou a remodelagem dos berços que a Buffon Industrial produz, depois receber do SIS um relatório com as normas técnicas que regulam a produção desses móveis no Brasil.  “Vamos eliminar o que temos feito de errado e lançar berços que estejam dentro das normas, assim evitamos acidentes e problemas futuros”, afirma. “Não adiantaria de nada recebermos informações do SIS e não aplicá-las posteriormente. Faremos as adequações necessárias e depois solicitaremos novas informações”.

 
 

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